São Paulo, a maior cidade da América do Sul, tinha quase 16 mil pessoas morando na rua, de acordo com o censo feito pela Fipe/USP entre fevereiro e março do ano de 2016, e o pior, estima-se que hoje existam entre 20 mil a 25 mil moradores de rua, isso mesmo quase 25 MIL pessoas, e 3% deles são crianças, só na capital paulista.

Sabe-se que a tendência de crescimento não é uma realidade exclusivamente paulistana. A população de rua aumenta em outros lugares do mundo também, mas é doloroso e preocupante pensar que enquanto a população de São Paulo cresce, em média, 0,7% ao ano, o número de moradores de rua aumenta 4,1%.

Mas aí você pode estar pensando: mas porque eles vão pra rua? Porque não procuram emprego? Porque deixam chegar nessa situação?  Também não saberemos responder essas questões com exatidão, sabemos que há particularidades na vida de cada uma dessas pessoas, mas pesquisas mostram que elas também possuem muita coisa em comum, e a maioria delas é uma questão de saúde púbica, envolta por vícios e conflitos.

QUAIS FATORES LEVAM À SITUAÇÃO DE RUA?

Uma Pesquisa Nacional sobre a População em Situação de Rua foi realizada pelo Ministério do Desenvolvimento Social entre os anos de 2007 e 2008 (apesar de ser de 2008, é a pesquisa mais recente e completa que há, levando em conta todo o país) mostrou que os principais motivos que levam as pessoas a morar nas ruas, são: alcoolismo e/ou uso de drogas (35,5%), perda de emprego (29,8%) e conflitos familiares (29,1%). Das pessoas entrevistadas, 71,3% citaram ao menos um dos três motivos e muitas vezes os relatos citam motivos que se correlacionam dentro da perda de emprego, uso de drogas e conflitos familiares.

Apesar de não ser muito comum, existem pessoas que escolhem por viver nas ruas, também de acordo com a pesquisa. Embora os principais motivos sejam, por vezes, violências e abusos domésticos ou desentendimentos dentro da família, afirma-se que existe um grau de escolha própria para ir para a rua. A explicação obtida na pesquisa é de que “essa escolha está relacionada a uma noção (ainda que vaga) de liberdade proporcionada pela rua, e acaba sendo um fator fundamental para explicar não apenas a saída de casa, mas também as razões da permanência na rua”.

Importante levantar aqui, que independente do motivo que levou essa pessoa a situação de morador de rua, ela continua sendo um ser humano, tão gente quanto a gente, possuindo os mesmos direitos constitucionais, inclusive.

Não se pode forçar moradores de rua, como alguns desejam, a ir viver num abrigo. Essas políticas higienistas são desumanas: apenas escondem o morador de rua da vista dos incomodados, não resolvem seus problemas sociais e existenciais. Sem dizer que há apenas cerca de 10 mil vagas nos abrigos da capital paulista hoje, mas temos quase 25 mil pessoas nas ruas, lembram? As soluções para eles precisam ser mais atuais e menos moralistas, condizentes com suas necessidades.

E é diante desse contexto, que grupos como o Mãos Estendidas aparecem, e conseguem fazer a diferença na vida de muitos desses desamparados, oferecendo proteção e auxílio ao morador em situação de rua, propondo alternativas para o resgate da autoestima, onde com o seu próprio esforço e dedicação, conseguirá criar meios de se inserir ao convívio familiar e na sociedade como um todo.

Então deixamos aqui um convite, conheça mais sobre o projeto Mãos Estendidas, e contribua com a causa, seja um voluntário ou faça uma doação, e tenha a certeza que você está fazendo a diferença na vida de um semelhante. E se você ainda não se convenceu, para finalizar, vamos deixar alguns números de como ser voluntário mudará também a sua vida!

FAÇA O BEM PARA VOCÊ E PARA O PRÓXIMO

Aqui no Grupo Mãos Estendidas, 78% dos voluntários afirmam que seus níveis de estresse diminuíram; 94% afirmam que ser voluntário melhorou o humor; 95% acreditam que estão transformando a sua comunidade em um lugar melhor; e 96% disseram que o trabalho voluntário enriqueceu seu propósito de vida!

Faça parte você também!